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3/4 de Mim

3/4 de Mim

Auschwitz

Tive a oportunidade de visitar um dos maiores marcos de crueldade humana que já existiu. Todo o ambiente que me rodeava era pesado e era impossível não se sentir o tormento daquele local. Ainda me arrepio cada vez que penso em como aquele ambiente está impregnado de dor e tragédia. 

 

A 27 de Janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio nazi.

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A minha visita a Auschwitz, começou pelo 1º campo de concentração (já que no total existem 3 campos construídos em anos diferentes) em que o portão de entrada tem uma frase "Arbeit macht frei" que significa o trabalho liberta (não podia haver mais sarcasmo nesta frase). O B da palavra Arbeit está invertido e há quem diga que foi um protesto dos prisioneiros que tiveram de fazer a peça de metal.

 

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Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime nazi. Nas câmaras de gás e crematórios foram mortas pelo menos um milhão de pessoas (90% judeus).

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No ponto alto do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se o sinónimo do genocídio de judeu e de todos aqueles que eram perseguidos pelos nazis.

 

Auschwitz foi escolhido como o principal campo de concentração de extermínio por estar bem localizado, de forma central, em relação aos restantes que estavam dispersos por toda a Europa.

 

Quando chegavam aos campos de concentração, os prisioneiros, eram triados por um médico e um comandante que decidiam se as pessoas iam direccionar-se para os aposentos ou directamente para os crematórios. Tinham de deixar todos os seus bens e eram levados para um suposto banho. Eram fechados dentro de câmaras de gás e morriam em poucos segundos. Depois todos esses corpos eram levados para serem cremados. Ainda consegui ver câmaras de gás de pequenas dimensões e fornos onde eram cremados. Podem não acreditar mas ainda tem um cheiro de carne queimada... um cheiro de morte.

 

Foram criadas salas onde podem ver-se quantidades inacreditáveis de óculos, malas de viagem, sapatos de adultos e de crianças, pratos, próteses, canecas, cabelo em quantidades inacreditáveis (que rendiam dinheiro e eram usado para produção de almofadas) e corredores cheios de fotos dos prisioneiros.

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Existe uma parede, que tem sempre flores, que era o local para onde muitos dos prisioneiros, eram levados e executados a tiro.

Há apenas uma sala que tem a fotografia de Adolf Hitler, que era a sala de julgamento.

 

Os nazis ainda tentaram eliminar todas as provas e ocultar os vestígios da tremenda crueldade, mas muito restou como prova.

O Exército vermelho conseguiu encontrar pouco menos de 10 mil corajosos sobreviventes.

 

É uma visita cruel e emocionante. Uma visita à malvadez, às atrocidades nazis e à estupidez humana. Saí de Auschwitz abalada e muito emocionada.  A sentir-me grata por tudo o que tenho. 

 

Tanto podia ser contado e relatado. Mas como se pode descrever o homicídio em escala industrial e a desumana exploração e escravidão de vidas humanas?

 

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Todas as pessoas deviam ter a oportunidade de visitar Auschwitz. Não é apenas uma visita de interesse cultural, é um local onde a mais importante das lições deve ser tirada...

 

“Num lugar como este, as palavras falham. No fim, só pode haver um terrível silêncio, um silêncio que é um sentido grito dirigido a Deus: Porquê, Senhor, permaneceste em silêncio? Com pudeste tolerar isto? Onde estava Deus nesses dias? Porque esteve ele silencioso? Como pôde ele permitir esta matança sem fim, este triunfo do demónio?”

   - Papa Bento XVI

 

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